quinta-feira, maio 05, 2005

Sob a luz semi-ofuscante de uma lanterna desaparece o medo que eu tinha, a superioridade que possuias depositás-te-a no foco, em forma de pilhas que permitem iluminar minha vontade imcomensurável de te possuir aqui e agora. Tenho de confessar que tive a sorte do meu lado. Mas quem, num momento ou outro, não precisa de um empurrãozinho dessa mística entidade imcompreensível que não olha a idades ou estatutos sociais, que vira o seu sentido mais rapidamente do que expelo o fumo do cigarro. Que digo eu?, num momento ou outro: a sorte é sempre necessária e sempre bem-vinda. No fim de contas, que somos nós senão um absurdo somar de sortes e azares inumeráveis? Ora viro à direita e embato no meu algoz, ora inflicto à esquerda e cruzo olhares com o meu futuro amor. Como papas ao almoço e sinto-me mal, dirigo-me ao hospital e encontro o meu futuro melhor amigo que por mero acaso trocou de turno com um colega a quem o avô morreu. Ultimamente tem-me faltado esta pinga, e quanto mais a procuramos mais depressa ela foge. Hoje não. Estava sozinho contigo pela primeira vez quando a luz falhou. O joão tinha ido alugar um filme qualquer, acção, comédia, ficção, que interessa. Quem diria que tens medo do escuro, mas é verdade. Vesti a pele de um Super-homem de trazer por casa, o olhar desinteressado de à uns minutos virou humildade e medo. Como em pouco tempo as situações se invertem e quem está por cima vira preza. Sei lá que viste em mim, talvez a mesma atracção que algumas mulheres sentem por homens fardados, e eu era esse homem, o herói, também não interessa por aí além. Beijaste-me avidamente, língua a roçar as paredes dos maxilares, a percorrer os dentes furiosamente. E foi aí que me senti fraco, inútil, manietável. E essa sensação que me percorria encravou-me os movimentos. Por que razão podia-se ela dar ao direito de me invadir a carne sem autorização prévia, sem sinais de concessão? Fosse o contrário o sucedido e era um animal machista a vida toda. Pensamentos invadiram-me com a força de um exército, saí. Para nunca mais voltar, pelo menos em forma de produto.

terça-feira, fevereiro 22, 2005

Razão têm os que criticam a esquerda devido à sua falta de estabilidade e competência política. Apenas dois dias depois de uma vitória estrondosa e inédita, começam os problemas e vêm a sua situação piorada: Santana Lopes demitiu-se.

quarta-feira, fevereiro 16, 2005

Acompanhei com interesse, e diga-se em abono da verdade com muito gozo, a pequena divergência entre RAP, dos Gato Fedorento, e a malta d´ O Acidental. Não é com a intenção de me intrometer numa guerra que não é minha e que, pelo que parece, está morta e é passado que escrevo este post. Longe de mim estar a apoiar qualquer um dos lados, tanto mais que não conheço pessoalmente nenhum dos intervenientes nem sinto apego pelos valores que cada um deles defende. A única razão pela qual me sinto quase obrigado a exprimir a minha opinião é a absoluta falta de bom senso e conhecimento histórico expressa por Luciano Amaral numa resposta a RAP, com as torturas efectuadas pelos comunistas (indiscutíveis) em pano de fundo. “A mais bem sucedida forma de fascismo”, diz Susan Sontag sobre o comunismo. Concordo. Já não posso concordar com a mistura feita entre nazismo e comunismo, como se os dois se diluíssem numa só forma indissociável cujas principais bases estão no sistema autoritário e nas torturas que levaram a cabo. Como deve muito bem saber, o nazismo contêm na sua base teórica, o que se veio a desenvolver na prática, conceitos racistas, desumanos e completamente inaceitáveis para pessoas com dois dedos de testa, pelo que as práticas que Hitler desenvolveu estão perfeitamente de acordo com o que anunciava anteriormente da sua chegada ao poder e não resultam de uma deturpação de ideais. O contrário pode-se dizer em relação ao sistema comunista, que apregoa um ideal de igualdade e de liberdade para todos. Se, na prática, acredito que será possível tal utopia, ou se será possível manter as liberdades individuais sem propriedade privada, isso já é outra história e eu pessoalmente acho que uma queda permanente no totalitarismo é inevitável. Mas embora ambos os regimes tenham praticados atrocidades, as cometidas em nome de um "certo comunismo" resultam não de um ideal de repressão mas de um aproveitamento político de quem se chegou ao poder, e que nada tem a ver com o seus princípios básicos. É por isso que, como diz RAP, este argumento anti-comunista está velho e tem buracos, estando no seu legítimo e absoluto direito em acreditar no Marxismo e no igualitarismo que prega, sem ter que para isso acreditar, como não o faz, por exemplo, no Leninismo. Se esse tipo de governo só traz necessariamente miséria e opressão, isso é subjectivo e cabe a cada um de nós julgar. Como também deve muito bem estar recordado, o Marxismo surgiu num contexto de exploração extrema do operariado, e é em muita boa parte devido à sua contribuição que os direitos dos trabalhadores se começaram a desenvolver e que se conseguiram muitas vitórias e conquistas na luta por uma melhor qualidade de vida das populações mais pobres. Em que área contribuiu o nazismo, que acho que me esqueci? Já agora, e só para acabar, talvez quem o apoie Bloco se torne o herói da pequenada devido ao facto de serem a única força política com coragem para introduzir a debates novos temas e assuntos sociais que urgem ser discutidos, e talvez sejam os únicos com ideias novas, modernas e frescas. Podem não ser a melhor solução no governo do país, mas constituem sem dúvida uma excelente oposição. Goste-se deles ou não, o mundo conservador vai caindo e eles estão lá para não o deixar levantar.

quarta-feira, fevereiro 02, 2005


Já que falamos de colos, de outros colos, dos que sabem bem e dos quais mais gostamos, e como não sou nem menos nem mais que os protagonistas da política nacional, aí vai também o meu charuto. Para evitar já futuros desentendimentos, e ao contrário da atitude de certas pessoas com pouco sentido de humor, sintam-se à vontade para me criticar. É verdade, era deste colo que eu gostava. Quem me pode censurar??!!?!?!?

O meu Braguinha é o maior!!!!!!!!!!!!


Estou eufórico, nas nuvens, fora de mim. Nem que seja só por uma semana.

Futebol
Sp. Braga é a equipa da semana para a UEFA
A recente vitória em pleno Estádio do Dragão, e que serviu para roubar a liderança da SuperLiga ao FC Porto, levou o «site» da UEFA a considerar o Sporting de Braga como a «Equipa da Semana».

Desta forma, a equipa bracarense será alvo de uma «homenagem» na próxima sexta-feira no referido site, em que será destacada a campanha efectuada até ao momento na SuperLiga pela equipa às ordens de Jesualdo Ferreira.

http://www.abola.pt/nnh/index.asp?op=ver¬icia=75701&tema=1

sexta-feira, janeiro 28, 2005

E de um dia para o outro...

o país tremeu de medo porque alguém se lembrou de dizer que íamos ter três dias de frio e o melhor era levarmos o aquecedor às costas. Hoje mesmo ouvi um jornalista perguntar a um transeunte se achava normal esta situação. Só entre nós, em Janeiro costuma fazer frio em Portugal, é uma estação a que gostamos de chamar Inverno. Isto só entre nós. Não digam que eu contei.

Ás vezes chateia-me o acaso da vida. Não sou nem conrolo. E simplesmente deixo-me ir.

terça-feira, janeiro 25, 2005


Que me importa agora
Se tu podias ou então
Apenas minha lágrima no chão
A escorrer pela calçada fora
A limpar a mágoa da alma
Sem saber se se calhar
Tu um dia e meu olhar
Juntos na mesma calma
De quem sente e estima
O que já em mim não mora


quinta-feira, janeiro 20, 2005



"Vem por aqui" – dizem-me alguns com olhos doces,
Estendendo-me os braços, e seguros
De que seria bom que eu os ouvisse
Quando me dizem: "vem por aqui!"
Eu olho os com olhos lassos,(Há nos meus olhos ironias e cansaços)
E cruzo os braços,
E nunca vou por ali...

A minha glória é esta:
Criar desumanidade!
Não acompanhar ninguém.
– Que eu vivo com o mesmo sem-vontade
Com que rasguei o ventre a minha Mãe.

Não, não vou por aí! Só vou por onde
Me levam meus próprios passos...

Se ao que busco saber nenhum de vós responde,
Porque me repetis: "Vem por aqui"?
Prefiro escorregar nos becos lamacentos,
Redemoinhar aos ventos,
Como farrapos, arrastar os pés sangrentos,
A ir por aí...

Se vim ao mundo, foi
Só para desflorar florestas virgens,
E desenhar meus próprios pés na areia inexplorada!
O mais que faço não vale nada.

Como, pois, sereis vós
Que me dareis impulsos, ferramentas e coragem
Para eu derrubar os meus obstáculos?
Corre nas vossas veias sangue velho dos avós.
E vós amais o que é fácil!
Eu amo o Longe e a Miragem,
Amo os abismos, as torrentes, os desertos...

Ide! Tendes estradas,
Tendes jardins, tendes canteiros,
Tendes pátrias, tendes tectos,
E tendes regras, e tratados, e filósofos, e sábios.
Eu tenho a minha Loucura!
Levanto-a como um facho, a arder na noite escura,
E sinto espuma, e sangue, e cânticos nos lábios...

Deus e o Diabo é que me guiam, mais ninguém.
Todos tiveram pai, todos tiveram mãe;
Mas eu, que nunca principio nem acabo,
Nasci do amor que há entre Deus e o Diabo.

Ah, que ninguém me dê piedosas intenções!
Ninguém me peça definições!
Ninguém me diga: "vem por aqui"!
A minha vida é um vendaval que se soltou.
É uma onda que se alevantou.
É um átomo a mais que se animou...
Não sei por onde vou,
Não sei para onde vou,
– Sei que não vou por aí!

José Régio
Hoje acordei, mijei, comi, a seguir cagei, dormi, comi, e fui para a cama. Life is good.


"There is a fifth dimension beyond that which is known to man. It is a dimension as vast as space and timeless as infinity. It is the middle ground between light and shadow, between science and superstition, and it lies between the pit of man´s fears and the summit of his knowledge. This is the dimension of imagination. It is an area we call the TWILIGHT ZONE."

terça-feira, janeiro 18, 2005

Tanta trovoada...


...e não há raio que o parta. Para além de ter a distinta lata de concorrer como deputado pelo círculo de Braga e ao mesmo tempo afirmar que não irá renunciar à Câmara de Gaia, ainda confunde o Minho com Trás-os-Montes, tão conhecedor é da região e dos seus problemas.

sábado, janeiro 15, 2005

Acordei com uma inexplicável vontade de...


Bom-Bom Island Resort
Morada: Bom Bom Island Resort C.P: 463, São Tomé e Príncipe.
Telefone: +239 12 51114 / 51141
Pág. Net: http://www.bom-bom.com

sexta-feira, janeiro 14, 2005

Sinceramente, estou-me bem a cagar para os devaneios apatetados e pontuais paragens do normal regulamento cerebral com que o Dr. Morais Sarmento nos tem brindado durante o tempo em que tem estado envolvido nos Governos Durão e Santana. Quero lá saber se fez pesca submarina em S. Tomé ou se jogou pólo aquático no Tibete. Quem o acuso fá-lo por oportunismo e demagogia pura e dura. Fossem os problemas da economia nacional os mergulhos desse pseudo-ministro e tudo estava bem. O que me chateia a mim é a falta de respeito que este tipo de atitudes demonstram por quem confia neste políticos para nos (des)governar. Começo a ficar farto de ver pessoas supostamente responsáveis esquivar-se às responsabilidades e fugir às questões que realmente interessam ao povo. Ao contrário do que podem pensar, não estão a dirigir-se a uma banda de idiotas chapados a quem podem aplicar o "politiquês" e evitar assim os incómodos. Chega mesmo a ser ridículo ver pessoas como Sócrates que à cerca de dois meses criticava o fim dos benefícios fiscais, inventar desculpas ridículas para não mexer nessas leis, só porque lhe cheira a poder. E o que dizer das promessas de Santana de baixar o IRC quando não o fez enquanto lá esteve. É no mínimo patético e estou só a referir casos mais importantes e mais flagrantes, pois pessoas com ligações entre o intestino grosso e a boca no panorama nacional é o que não falta. Está na altura de os governantes porem de lado os narizes engraçados e os sapatos 58 e começarem a apresentar propostas concretas que o povo possa discutir. É que ainda não ouvi nenhuma, mas se calhar é problema meu. Alguém ouviu?

Hoje...


..o tempo é meu e só meu. Não do meu Rolex, não universal, meu. Alargo-o e encolho-o, uso-o como quiser, porque hoje é meu e só meu.