quinta-feira, novembro 25, 2004

Concorda com a manipulação idiota, com o atestado de burrice que este governo nos está a tentar passar por maioria qualificada, assim como com a obsoleta forma corrupta de governação, nos termos constantes do enriquecimento dos poderosos e do empobrecimento de todos os outros?

terça-feira, novembro 16, 2004




Days go by and still I think of you

"Mostre-me um homem que não seja escravo das suas paixões "

William Shakespeare

Às vezes não sei que sinto. Ou nunca sei bem o que sinto. Também não é importante. Afinal, o que é um sentimento, um pensamento no meio da indiferença? Ou um, dois, três? Sei que simplesmente não ultrapassa os limites do diâmetro entre as minhas orelhas. Porque muitas vezes não digo o que penso, ou quando digo o que penso os outros não percebem o que digo. Ou até não consigo exprimir-me com a clareza das águas extraídas nas lívidas nascentes. E por ironia, nem sei o que sinto, quanto mais transpirá-lo para fora. E ironia das ironias, é dos sentimentos que vivo. É deles que me alimento e bebo o néctar da vida, com a mesma voracidade com que um vampiro busca sangue. Toda a vida não passa de uma contradição, de uma série de acontecimentos aleatórios que mudam todo o seu seguimento sem que nada nem ninguém o impeça. Porque deveria o nosso cérebro trabalhar de outro modo que não o aleatório? Um sorriso a fugir, um esgar de dor, um salto de excitação, um grito de sofrimento, lágrimas de alegria, lágrimas de tristeza. Tudo num só. Tudo numa vida e tudo isto a vida. Tudo um caos. Inane a felicidade que desconhece a infelicidade, quantas as vezes as duas num segundo. É por isso que já não estranho pouco saber sobre mim próprio. Agora tu no chão e eu não sei sequer se vitória se derrota, se um abraço de aconchego ou um abraço de parabéns. Apenas uma imagem, um clarão envolto num turbilhão de muitos outros. Mas de novo não interessa. Do pouco que sei, isto é certo: tu sempre a lutares, tu sem desistires, tu sem parares até ao último segundo, tu com uma enorme vontade de vencer, tu a ganhares ou a perderes, nos dois casos de pé e com dignidade. Mais importante, tu de bem para contigo, tu a dormires a saber que mais só porque não deu. Não posso dizer o mesmo. Porque na salgalhada de emoções, sempre um receio, sempre um medo de ir, sempre a vontade a ceder. Hoje estou cansado. Amanhã, talvez no fundo da salada encontre um querer, novo e melhorado, confundido com um choro, trabalhado por ti. E talvez as noites mais bem passadas.


segunda-feira, novembro 08, 2004

Alguém se lembra que o Hitler também foi eleito democraticamente?

Está na altura de a Europa seguir o seu próprio caminho e finalmente constituir uma unidade política e militar consistente. Eles que fiquem com o que mereçam, não nos metam é a nós nisso.

quarta-feira, novembro 03, 2004


Hoje sinto-me assim. Talvez amanhã uma outra força. Talvez amanhã um novo querer. Mas hoje não. Hoje sinto-me assim.

terça-feira, novembro 02, 2004


Fool me once, shame on you. Fool me twice, shame on me.

Se a ti amigo, porque eu não?
Ainda ninguém me deu explicação
Para o flagelo de teu ser
E alegria de meu viver

Se a ti amigo, porque eu não?
Tu vazio e eu com pão
A arrotar ar enraivecido
Espreitando o canudo da indigestão

Se a ti amigo, porque eu não?
Dou-te eu a mão, sai do chão
Transpira o sangue que te enfarta
Que escorra a favor do enteado

Se a ti amigo, porque eu não?
Somos muitos, eles não
Tens medo de viver bem?
Respira os ventos da revolução