Ainda agora o novo ano começou e já o velho pessimismo anda pelo ar, mais contagioso do que qualquer gripe própria desta época invernal. É o Sócrates que não parece ser solução para coisa nenhuma, é o governo com ministros demissionários ao cubo, é o homicida que se evade, é o Benfica que não ganha, são os impostos que aumentam, é o desemprego, é o frio, é a chuva ou a falta dela, é o marasmo imaginativo e criativo, e um rol interminável de desgraças que quem estiver interessado pode ver na TVI todos os dias às 20h. Mas, talvez por ainda só irmos no décimo terceiro dia de 2005, não me apetece aturar com as idiossincrasias negativistas da percentagem da população que considera um bom dia aquele em que chegam ao fim ainda vivos. Eu estou aqui para viver, não para sobreviver. No fim de contas Sócrates não à de ser pior que Santana, todos os dias que passam é menos um dia que bush estará à frente dos destinos do mundo e o Seinfeld tem 180 episódios e ainda só foram transmitidos cerca de 30. Nem tudo é mau. E se, só de vez em quando, tentássemos destacar aquilo que é bom em vez daquilo que é mau? Se bem o pensei melhor o fiz e vou dar o exemplo. Mesmo dentro da programação absolutamente intragável que a TVI nos apresenta é possível encontrar algo de bom. E neste caso bom é o mínimo que se pode dizer. Encurralada dentro da novela "Morangos com açúcar" e a borrifá-la com pinceladas angelicais está aquela que muito subjectivamente posso considerar a mulher mais bonita que por estes dias pisa território luso, Rita Pereira - não a mais bonita, a segunda mais bonita, mas infelizmente não tenho fotos da minha colega que me acha simplesmente um bom amigo. Com a particularidade de estar a concluir o curso de Comunicação social, tal como eu. Desconheço de onde surgiu tal anjo, ou se de lá cairão mais, mas o que realmente importa aqui é destacar o óptimo dentro do péssimo. Vamos meter mãos à obra e fazer do pior o melhor, trabalhar e ajudar a fazer de Portugal e do mundo um sítio melhor e mais justo.
P.S.: O exemplo é dado no feminino porque não me encontro numa posição privilegiada para tecer uma opinião sobre a beleza masculina em Portugal e não devido a um machismo primitivo ou a estereótipos obsoletos. Sendo assim é com prazer que me comprometo a apresentar um exemplo de beleza masculina se alguma leitora se der ao trabalho de dar sugestões, que irei acatar sem discussão.

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